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Mundo
Passarela desaba após tremor, e Chile estuda toque de recolher
R7

 

A imprensa chilena informou que uma passarela sobre uma estrada próxima à cidade de Rancagua desabou após o terremoto de 6,9 graus na escala Richter que atingiu a região nesta quinta-feira. O tremor aconteceu minutos antes da posse do presidente Sebástian Piñera, que decretou zona de catástrofe na região.

Não há confirmação de vítimas, mas Piñera disse que houve “danos significativos” na cidade Rancagua, próxima ao epicentro do tremor, e anunciou o envio de militares para a área afetada. A decretação de um toque de recolher está sendo estudada.

Segundo a rádio da Universidade do Chile, citando o Onemi (Escritório Nacional de Emergência), a queda da passarela interrompeu o tráfego na Rota 5, principal rodovia do país, perto da estrada entre as localidades de Rancagua e Graneros. O jornal La Tercera informou que um desvio foi providenciado pela polícia.

Chile ainda se recupera dos efeitos do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o centro-sul do país no último dia 27 e que, segundo balanço oficial, causou cerca de 500 mortes. Piñera criticou a então presidente, Michelle Bachelet, por demorar a enviar as Forças Armadas para as regiões mais atingidas, que registraram saques.

O centro do tremor desta quinta-feira foi registrado a 35 km de profundidade. O terremoto mais forte foi seguido de outros três com mais de 5 graus – um de 6,7, outro de 6 e um terceiro com 5,4 graus na escala Richter.

O sismo foi sentido na capital Santiago e na cidade Valparaíso, sede do Congresso, onde aconteceu a posse de Piñera. A cidade de Rancagua se localiza a cerca de 150 km de Vaparaíso e a 70 km ao sul da capital, onde alguns prédios foram esvaziados por precaução. O Congresso também foi esvaziado de maneira preventiva após a cerimônia de posse.

O alerta de tsunami que foi emitido para a região próxima ao tremor deve ser mantido por cinco horas segundo o Onemi, embora a possibilidade de que haja ondas gigantes é pequena, porque o terremoto aconteceu em terra, perto do litoral, e não no mar, como no caso do tremor de 27 de fevereiro, seguido por ondas que mataram centenas de pessoas.

O presidente pediu que o abandono das áreas costeiras próximas ao tremor deve ser feito com calma


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