agenc:Gillete Press
“Não vão me calar. Dei uma entrevista em Cáceres para tratar de assuntos de interesse da cidade, sou médico e deputado, e é minha obrigação fazê-lo. Em nenhum momento pedi votos ou sequer citei o nome de qualquer candidato. O dia em que um deputado federal não puder mais falar à imprensa, acabou a liberdade de expressão”, disse o deputado federal Pedro Henry (PP), após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), proferida nesta terça-feira (20).

Demonstrando tranquilidade e reafirmando o compromisso com a campanha à reeleição, Henry sustenta que a decisão do TRE foi injusta. Ele se refere ao fato de ser julgado por conceder uma entrevista, em 2008, durante um programa da TV Descalvados (SBT), em Cáceres, que coincidiu com a campanha à reeleição do irmão, Ricardo Henry, à prefeitura do município.
Para o deputado federal, quem ler a transcrição ou assistir à entrevista poderá conferir que ele fez apenas um panorama sobre a situação da saúde do município. “Limitei-me a emitir declarações sobre a saúde, na condição de médico e deputado federal. Não pedi votos a ninguém”, alega Henry, ao reafirmar que está indignado. “Tentaram fazer uma interpretação política no TRE. Não concordo e, por isso, vou recorrer. Sou candidato e vamos obter uma grande vitória nas urnas”, disse Henry, logo após o anúncio da decisão do TRE.
O parlamentar lembra que o juiz de primeira instância, Geraldo Fidelis, julgou improcedente, em 2008, a ação de investigação eleitoral proposta pela coligação “Cáceres com a Força do Povo”, do atual prefeito Túlio Fontes (DEM). No pedido, a coordenação jurídica do democrata alegou abuso de poder econômico e de veículo de comunicação com base na veiculação da entrevista.
PEDRO TAQUES
Segundo Henry, a perseguição para impedir a sua candidatura não se limita aos adversários políticos em Cáceres. No âmbito regional, por exemplo, ele interpelou judicialmente o ex-procurador Pedro Taques (PDT), candidato ao Senado, pelo fato do pedetista ter estranhamente antecipado o resultado do julgamento desta terça. Henry garante ter provas testemunhas de que, em reunião com membros do PDT, Taques garantiu que o progressista perderia o embate jurídico. “Quero saber como ele teve acesso a essa informação privilegiada”, indaga.